
Os dados mais recentes da Sondagem Industrial da CNI escancaram uma realidade difícil de ignorar: os empresários estão pisando no freio. A terceira queda seguida no índice de intenção de investimento reflete um ambiente de negócios fragilizado pelo custo do crédito, custos operacionais elevados e perda de mercado para produtos estrangeiros.
Essa desaceleração do setor produtivo traz uma reflexão incômoda. Como o país pretende honrar compromissos sociais crescentes e gastos públicos sem uma contrapartida de geração de riqueza? A dependência de um Estado gastador sem balizas fiscais rígidas colide diretamente com a perda de dinamismo da indústria. A sensação é de que a conta fiscal pós-eleição exigirá ajustes amargos para os quais o país ainda não parece preparado.
Redaçao plenarioemfoco / com informaçoes de Paloma Custódio/Brasil61 > foto freepik
