
A notícia do dia é que a Polícia Militar do DF informou ao STF uma “ocorrência” na troca do carregador da tornozeleira de Jair Bolsonaro. Leio e releio para ter certeza de que não é piada. Que tipo de “criminoso perigoso” é esse que gera manchetes por conta de um acessório eletrônico?
Não estamos falando de um pistoleiro, de um latrocida ou de um chefe de facção. Estamos falando de um ex-presidente sob vigilância constante e implacável. Esse “cuidado” todo não é segurança, é demonstração de força. Por que tanto medo de um homem que, segundo eles mesmos dizem, já estaria “fora do jogo”? A história registrará esse excesso de zelo como o que ele realmente é.
Alguém me explica: cadê esse zelo todo com os bandidos que aterrorizam o país? Onde está o crime hediondo que justifica tamanha vigilância sobre um homem debilitado? É o ódio de poucos tentando calar a vontade de muitos através de uma burocracia que beira o ridículo. A justiça deveria ser cega, mas parece que ela resolveu usar binóculos apenas para um lado.
É de se perguntar: em que país vivemos onde a troca de um carregador de tornozeleira vira relatório de segurança nacional enviado ao STF? Enquanto o cidadão comum lida com a insegurança real nas ruas, o sistema parece obcecado por cada movimento de um homem debilitado.
Redação Plenarioemfoco / foto divulgação
