
Eles cruzaram a Baía de Guanabara com o bolso cheio e o “não” já guardado na gaveta. A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial com a postura de quem sabe que o luxo é a melhor resposta. Enquanto Brasília se descabela com o PL 392/2026 e o TSE decide o destino do desfile em plena fumaça eleitoral, a escola responde com o brilho das lantejoulas. Homenagear Lula em ano de urna é para quem tem coragem — ou recursos de sobra para ignorar os críticos. O recado é claro: a liminar está na mão, o samba está na ponta da língua e a Niterói quer o título, sem se importar com o barulho do Senado.
A trajetória da Acadêmicos de Niterói até o Grupo Especial parece roteiro de filme: uma ascensão meteórica coroada por um enredo que é pura nitroglicerina política. Ao escolher a vida de Lula como tema em 2026, a escola desafia a tendência de neutralidade e bate de frente com o novo projeto de lei que tenta cortar o cordão umbilical entre verba federal e homenagens políticas. Com a vitória liminar no TSE, a agremiação garante seu direito à livre expressão artística, provando que, no Carnaval carioca, a política e a estética caminham juntas — e quem tem o aporte “financeiro roxo” dita o ritmo da avenida.
Redaçao / Plenarioemfoco > foto com IA
