
É muita lomba para pouco freio, no Brasil a crise não é um imprevisto; é um projeto de design. Enquanto o mundo olha tenso para a vigilância de ALÁ no Estreito de Ormuz, por aqui, os donos de postos de combustíveis já abriram o sorriso e o champanhe. Sob a alegação de que o “barril de pólvora” internacional vai explodir, o preço na bomba sobe antes mesmo do primeiro estopim. É a economia da conveniência: se a pólvora cheira longe, o lucro infla perto.
A Revolução dos Cascos
Mas o brasileiro, mestre na arte de driblar o amparo legal que nunca chega, já encontrou a saída. O povo não se intimida com o preço do litro. O movimento pela volta das carroças de burro ganha força, com direito à inovação do momento: o Burro-Táxi.
E não pense que a burocracia vai travar o progresso. Para oficializar a frota de quatro patas, o caminho é curto: basta uma “conversa ao pé de orelha” com um excelentíssimo parlamentar. No colegiado, a lei passa sem tropeços, majoritário e seguindo a tradição política mais antiga da paróquia: onde um burro vai, o outro vai atrá$.
A Sopa de Brasília e o Lobo que Fugiu
Enquanto isso, em Brasília, o clima pesou. Uma sopa preparada para comemorar a prorrogação da CPMI dos Velhinhos acabou “dando nos burros”. Os doutores da lei, ao sentirem o bafo quente das investigações chegando perto demais do colarinho branco, mandaram parar tudo. A ordem é clara: em ano de eleição, o importante é manter o sorriso, acreditando que o famoso “faz-me rir” (o vil metal) ainda é o melhor lubrificante social.
E para não deixar vestígios de fracionamento ou notas marcadas, as autoridades já foram taxativas: o Lobo-Guará — aquele da nota de duzentos — deve voltar para o mato o quanto antes. É melhor ele escondido no cerrado do que circulando em malas por aí e servindo de “parâmetro para urnas”.
O Leão e a Brasa
No campo esportivo, a Seleção Brasileira segue naquela “brasa, mora”: um calor que promete muito e entrega pouco. Mas se a Copa está incerta, uma coisa é garantida e segura: o dinheiro dos programas sociais. Do bolsa família ao gás de cozinha, o fluxo é monitorado de perto por aquele que nunca dorme e nunca perde o apetite.O Leão do Imposto de Renda já está a todo vapor, com os dentes afiados para morder o que sobrar do bolso do trabalhador que, entre um burro-táxi e uma sopa de Brasília, ainda tenta entender como o país consegue ser, ao mesmo tempo, o país do futuro e o paraíso do retrocesso.
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