
Um acordo unânime entre os líderes da Câmara dos Deputados selou o destino da primeira semana de abril: o “recesso branco”. Em respeito à Semana Santa, o plenário silenciou e não haverá sessões deliberativas na Casa. No entanto, o silêncio do Planalto Central se repete e boa parte do país.
Pelo Brasil afora, as casas legislativas estaduais e municipais seguem sua própria via sacra política. O cenário é dividido entre o pragmatismo e a penitência:
- No Confessionário: Muitos parlamentares aproveitam os últimos dias da janela partidária, que se encerra no dia 4 de abril, para buscar o “perdão” de suas antigas legendas enquanto negociam a troca de siglas sob a bênção de novos caciques.
- Na Romaria do Voto: Outros já iniciaram a peregrinação em busca da reeleição, batendo de porta em porta e prometendo milagres eleitorais.
O Eleitor e o “Jejum” Forçado
Mas não se engane: o eleitor não assiste ao cortejo apenas como espectador passivo. Em ano eleitoral, se um “Excelentíssimo” der bobeira na praça, encontrará uma lista de pedidos maior que a liturgia da Paixão. É o pedido para o peixe (seja no prato ou na nota de cem), para o coco ou para aliviar o jejum de assistência básica.
Afinal, a velha dança continua: de um lado, a prática do eleitor “pidão”; do outro, o político que “só penteia o cabelo para cima” (olhando sempre para o próprio topo), uma tradição que parece longe de ser varrida do mapa brasileiro.
Reflexão da Semana Entre coligações e palanques, que possamos aproveitar este período para elevar o pensamento. Que, para além das manobras de Brasília, possamos refletir sobre o sacrifício daquele que realmente deu a vida por nós.
Que Deus nos ajude.
Redação Plenarioemfoco / com informações Brasil61 foto câmara federal
