
A participação de ativistas em áreas de conflito, como a Faixa de Gaza, sempre será alvo de debate. Se por um lado a sociedade civil tenta suprir a falha dos governos, por outro, a presença física de brasileiros em zonas de guerra gera impasses diplomáticos complexos. No caso de Thiago Ávila, o governo brasileiro agiu publicamente para exigir sua soltura.
Contudo, essa postura levanta um contraste incômodo com a política interna. A crítica que surge é sobre a “humanização” seletiva. Existe um clamor por parte de diversos setores da sociedade para que o governo olhe com o mesmo rigor humanitário para os presos do 8 de janeiro. Tratam-se de cidadãos que, muitas vezes sem antecedentes e sem histórico de violência, aguardam decisões judiciais em condições que muitos consideram desproporcionais. Se a missão do Estado é proteger o seu “filho”, que o faça com equidade, tanto em águas internacionais quanto na Praça dos Três Poderes.
Redacao Plenarioemfoco / com informacoes de Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil > foto Fabio Rodrigues-Pozzebom
