
Enquanto nações em desenvolvimento adotam modelos dinâmicos de trabalho que não apenas elevam a renda do trabalhador, mas também estimulam a qualificação, o vigor profissional e a ascensão social, o Brasil parece caminhar na direção oposta. Vivemos um momento de declínio no progresso, marcado por uma “ordem das lentidões” e por um estímulo desproporcional a programas assistencialistas. O paradoxo é cruel: esses programas são custeados justamente pelo suor e pelo imposto de quem conhece o valor do trabalho hard-core, da responsabilidade e do mérito.
Ao focar excessivamente na subsistência em detrimento da produtividade, corre-se o risco de desestimular o topo e a base produtiva, acostumando fatias da sociedade a esperar pelo final do mês na dependência do Estado. Enquanto isso, o vácuo deixado pela falta de mão de obra qualificada e disposta é preenchido por outros povos — como os asiáticos —, que entram no país trazendo seus produtos, sua cultura de alta produtividade e sua força de trabalho.
O reflexo geopolítico é imediato. Nossos vizinhos sul-americanos tornam-se polos de atração para grandes investimentos internacionais, oferecendo ao seu povo o que há de mais digno: trabalho, melhoria de renda e crescimento sustentável.
Até quando o Brasil vai se sustentar sob esse modelo assistencialista? Não sabemos. O que se observa, infelizmente, é uma mentalidade imediatista, onde grupos de interesse e aproveitadores de plantão pensam apenas no hoje. É uma geração que, no geral, não olha para o futuro da nação; olha apenas para o seu próprio cercado.
Redação Plenarioemfoco > imagem gerada por IA
