
Este início de Copa do Mundo, onde nações se encontram para mostrar suas raízes, tradições e força, tem sido marcado por grandes surpresas. Isso não significa, necessariamente, que seleções com menos tradição no futebol vão levar a taça. O que seleções como Cabo Verde e Curaçao estão nos mostrando é algo muito maior: o que o futebol representa para um povo.
Para muitas nações — e especialmente para o nosso Brasil —, o que realmente falta é o amor à pátria. Os exemplos que o mundo está presenciando deixam um recado claro, em particular para nós, brasileiros. A verdadeira força está na fé, na união e na busca pela glória da nação. Nas arquibancadas, os torcedores vibram e esperam apenas uma coisa: que os 11 representantes em campo honrem o seu país. Curaçao, por exemplo, perdeu, mas suou a camisa com orgulho.
O Brasil espera que os seus 11 guerreiros, ao entrarem em campo, pensem na nossa nação e não apenas em cifrões e dividendos. O mundo do futebol tem provado que a humildade é uma força gigante; mesmo quem é menor na arte da bola pode ser gigante no coração. Para muitos, o maior talento dessa Copa tem sido a raça e a vontade. O goleiro Vozinha, a seleção de Cabo Verde e tantos outros estão nos dando uma lição de como honrar e proteger a casa onde moramos.
Que esta Copa do Mundo nos ensine a ter uma nova visão de vida. Que nos inspire a lutar pela pátria, a enxergar o que está na nossa frente e a combater os males com o nosso próprio suor. E que possamos fazer como o Japão: ao final de cada batalha, voltar para casa com o dever cumprido, sabendo que os nossos representantes lutaram e que, após a euforia do consumo, até o lixo foi varrido para o nascimento de um novo dia.
Redação Plenarioemfoco / Imagem gerada por IA
