
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma Ação Civil Pública no STF para suspender o aumento do percentual de etanol anidro na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32). O motivo? Falta de estudos técnicos que comprovem a segurança da nova mistura para a frota brasileira.
O órgão alerta que, na prática, a tolerância da medida pode fazer a gasolina chegar a até 34% de etanol — uma receita que pode custar caro ao motorista. Sem testes de longa duração, os riscos incluem:
- Corrosão de peças e desgaste prematuro de bombas de combustível;
- Falhas na injeção eletrônica (especialmente em motos, carros antigos e importados);
- Aumento na geração de resíduos pelo descarte precoce de peças danificadas.
Além de pedir a suspensão da medida e uma perícia técnica independente, o MPF pede R$ 500 milhões em indenização por danos morais coletivos devido à falta de transparência da União.
Afinal, se o consumidor não tem a opção de escolher outro combustível no posto, o Estado tem o dever de garantir que o motor do seu carro não pague a conta.
Redaçao plenarioemfoco / com informações de Paloma Custódio Brasil61/ Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
