Subtítulo: Ação ensina desde cedo que somos todos iguais e busca transformar o ambiente escolar em um espaço de acolhimento, respeito e valorização da diversidade.
Ensinar nas escolas municipais que o racismo é uma forma de discriminação e violência — e reforçar desde a infância a igualdade de todos perante o Criador — é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa. Alinhada a esses valores, a Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Seduc), deu um passo histórico ao promover, nesta segunda-feira (21), uma ação educativa no CEAI João Pereira de Assis.
A iniciativa marca o lançamento e a entrega dos materiais do Protocolo Antirracista para gestores e professores da Rede Municipal de Ensino, tornando Campina Grande o primeiro município da Paraíba a implementar a medida em 100% das suas escolas e creches.
Realizada em parceria com o Instituto Alpargatas, a ação reuniu cerca de 50 estudantes para a apresentação da campanha “Na Escola, o Respeito Vem em Primeiro Lugar: Respeito se Aprende, Racismo se Combate”. A programação contou com apresentações culturais de Roda de Capoeira, Maculelê e Samba de Roda com crianças do projeto Capoeira nas Escolas, além de dinâmicas pedagógicas.
Materiais e Conscientização
Os profissionais da educação receberam cartilhas de orientação e cartazes explicativos que orientam sobre como identificar, acolher e denunciar situações de discriminação racial.
O secretário de Educação, Asfora Neto, destacou o pioneirismo da gestão municipal, que já conta com uma Coordenação Étnico-Racial desde 2021:
“Campina Grande é a primeira cidade da Paraíba a estabelecer um protocolo antirracista na sua rede municipal de educação. O folder será fixado em nossas mais de 150 unidades espalhadas pelas zonas urbana e rural.”
Para o diretor do Instituto Alpargatas, Berivaldo Araújo, a ação fortalece o cumprimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08:
“Racismo não se ensina. Racismo se combate. A escola pública é um espaço fundamental para transformar essa realidade, valorizando identidades e promovendo a equidade.”
O coordenador da Educação Étnico-Racial, Ariosvalber Oliveira, definiu o momento como um marco: “É a reafirmação prática de que o município, professores e estudantes não aceitarão manifestações racistas em nossas escolas e creches.”