
Guerra fora, improviso dentro: Enquanto o conflito no Oriente Médio continuar, a receita do governo parece ser sempre a mesma: ou a gente engole o aumento nos postos, ou aceita uma avalanche de Medidas Provisórias — sem contar o tradicional “batismo” da gasolina com etanol. Se o cofre fosse de barro, não dava tempo nem de enxugar a lama!
Apenas uma semana após editar a MP 1380/26 (que liberou R$ 3,33 bilhões), o governo já soltou a MP 1381/26 pedindo mais R$ 3,47 bilhões.
A conta do socorro não para de subir:
- 6 MPs editadas desde março para subsidiar combustíveis;
- R$ 25,7 bilhões no total destinados a conter preços de gasolina, diesel, gás de cozinha e querosene de aviação;
- Subvenções prorrogadas até o fim de setembro: R$ 0,44/L na gasolina e R$ 1,12/L no diesel.
A sangria orçamentária segue aberta enquanto a MP corre na Comissão Mista de Orçamento. A pergunta que fica é: até quando a economia segura esse ritmo na base do “remendo”?
Redação plenarioemfoco / com informações Agencia Senado > Foto: José Cruz/Agência Brasil
