
A busca por se tornar uma autoridade e ser chamado de “excelência” parece ter se transformado, nos últimos anos, em uma verdadeira corrida ao ouro. Uma disputa que lembra Serra Pelada, com uma diferença: naquela corrida, era preciso trabalhar para encontrar o metal precioso.
Na corrida pelo poder, porém, os atropelos da lei eleitoral também aparecem. Há denúncias de má-fé, condutas que podem configurar irregularidades e situações que exigem atenção da Justiça Eleitoral, que precisa distinguir a disputa legítima das práticas que comprometem a igualdade entre os concorrentes.
O cenário pode ser dimensionado pelos números do aplicativo Pardal, ferramenta disponibilizada pela Justiça Eleitoral para receber denúncias da população e dos próprios concorrentes. Nas Eleições 2026, os registros já ultrapassaram a marca de 12.500 denúncias em todo o Brasil.
O número mostra que o cidadão está participando da fiscalização e espera respostas. Mais do que registrar as ocorrências, a expectativa é que elas sejam apuradas e, quando confirmadas as irregularidades, resultem nas medidas previstas em lei.
A corrida eleitoral continua, mas a disputa pelo voto precisa respeitar as regras. Afinal, a igualdade entre os concorrentes e a legitimidade do processo eleitoral dependem também da fiscalização e da resposta das instituições.
Redaçao plenarioemfoco / com informações da Secom/TSE > foto divulgaçao
