
Embora não tenha sido explicitamente mencionada na matéria da Agência Brasil, a Paraíba carrega um papel indispensável em todas as discussões regionais sobre o Semiárido. O bioma Caatinga cobre aproximadamente 90% do território paraibano e está presente em 177 dos seus 223 municípios, abrigando centros de pesquisa de referência, inovações de convivência com a seca e áreas de alta biodiversidade hiperxerófila no Cariri.
É com essa relevância territorial que o estado se conecta às ações da delegação do Consórcio Nordeste em Ulaanbaatar, na Mongólia, durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17). Ao longo da semana, representantes dos nove estados nordestinos realizam agendas bilaterais com órgãos como Banco Mundial, FIDA e Banco dos Brics para atrair investimentos em segurança hídrica, transição energética e restauração ecológica.
As propostas levadas à Ásia incluem o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), o Fundo Caatinga e o método de recaatingamento. Tecnologias conhecidas do cotidiano paraibano — como cisternas, dessalinização descentralizada e bioeconomia da agricultura familiar — estão no centro das negociações para a captação de recursos internacionais.
Redaçao do plenarioemfoco / foto: UNCCD/Kiara Worth > com informaçoes de Rafael Cardoso* – Enviado Especial Agencia Brasil > *O repórter viajou para a Mongólia a convite da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), após seleção entre jornalistas de diversos continentes.
