
O Brasil volta às urnas em 2026 com um eleitorado que também reflete as desigualdades e os desafios educacionais do país. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizados em 18 de julho, mostram que 5,5 milhões de eleitores são analfabetos, o equivalente a 3,48% do eleitorado. Outros 9,6 milhões, ou 6,06%, declararam saber ler e escrever, sem, necessariamente, possuir escolaridade formal.
O levantamento revela ainda que 33,6 milhões de eleitores não concluíram o ensino fundamental, enquanto 44,2 milhões concluíram o ensino médio. Já o número de eleitores com curso superior completo chega a 18 milhões, correspondendo a 11,36% do eleitorado.
Mais do que números de uma estatística eleitoral, esses dados ajudam a revelar o retrato de uma nação marcada por avanços, mas também por desigualdades que exigem atenção permanente. O acesso à educação, à informação e à compreensão do processo político é fundamental para fortalecer a cidadania e qualificar as escolhas nas urnas.
Em uma democracia, cada voto tem o mesmo peso. Mas os desafios para que todos possam votar de maneira consciente passam, necessariamente, pelo esforço coletivo em favor de uma sociedade mais informada, educada e participativa. O retrato do eleitorado brasileiro mostra a nossa cara e o momento do país — e aponta responsabilidades que não podem ser ignoradas.
Redaçao plenarioemfoco / com informações da Ascom / TRE-PB > imagem gerada por IA
