
Estamos quase na reta final do primeiro turno e a pressão aperta dos pés à cabeça. Tudo parece piscar, bater e agitar-se ao mesmo tempo. Afinal, por que submeter o próprio corpo a esse estado de exaustão? Em tese, a eleição deveria ser um processo democrático, uma festa cívica pautada pelo desejo genuíno de servir ao próximo e à nação.
Mas a realidade é bem diferente. A política caminha por um túnel sem sinalização ou respeito, movida pela busca desenfreada do poder pelo poder. O que atrai muitos é a ganância pelo dinheiro público, a facilidade de gerir milhões — sem ter a devida qualificação técnica — de acordo com a própria vontade. Em inúmeros casos, o objetivo é acumular fortunas, garantir o conforto e viver de ostentação, tudo acobertado pela impunidade e pelas prerrogativas do cargo. O poder econômico se fundiu perfeitamente a quem administra, a quem legisla, a quem fiscaliza e até a quem deveria punir: o Judiciário.
Apesar de tudo, estamos chegando ao momento decisivo de depositar nas urnas o nosso destino e o da nação. Como diziam os mais antigos, “do fuso ao dedão do pé, tudo é canela”. Nesse jogo misturado de honestos e desonestos, de limites limpos e sujos, há quem ainda lute pelo país e há quem atropele tudo e todos sob o manto da lei.
Nesta reta final, entra em cena o tão esperado espetáculo do picadeiro. Em vez de coelhos, tiram-se da manga denúncias graves trocadas entre os oponentes. O público assiste, aplaude, comemora, transforma o cochicho em meme e consome decisões judiciais até o fatídico dia do voto.
Que Deus salve o Brasil!
Redaçao plenarioemfoco / imagem gerada por IA
