
Brasília, especialmente durante os meses de seca, em setembro, costuma registrar índices de umidade que, em determinados dias, chegam a níveis próximos aos de regiões desérticas, muitas vezes abaixo dos 12%. O Cerrado resseca, a terra avermelhada levanta poeira, o céu permanece limpo e ardente, e a capital federal ganha ares de uma paisagem árida.
Mas, atualmente, não é apenas o clima que faz Brasília parecer um deserto.
Nos corredores dos Poderes, a circulação de pessoas do povo, colaboradores e até de autoridades parece reduzida. Muitos estão longe da capital, cada qual em sua base, talvez na busca pela manutenção do pão de cada dia — ou, em tempos de eleições majoritárias, na tentativa de garantir a própria sobrevivência política.
Em Brasília, mesmo no deserto, a busca por espaço, poder e, como diria a linguagem popular, por uma “teta” onde se possa mamar continua movimentando interesses.
Mas não há motivo para preocupação: passada a temporada eleitoral, a expectativa é de que a movimentação retorne e a fartura volte a reinar na terra idealizada por Juscelino Kubitschek.
Até lá, Brasília segue seca. No clima, nos corredores e, quem sabe, também na política.
Redaçao plenarioemfoco / imagem gerada por IA
