
A recente carta divulgada por nomes de peso da sociedade civil — incluindo ex-ministros, economistas e juristas — em apoio ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, joga luz sobre um momento crítico para as instituições brasileiras. A defesa da rigorosa apuração dos fatos e da preservação da democracia é um passo essencial para recobrar a confiança pública. No entanto, o recado que ecoa da sociedade vai além do apoio conjuntural: trata-se de uma exigência inegociável de moralidade e liberdade nas investigações.
O Fim dos Privilégios e a Necessidade de Reformas Quando autoridades encarregadas de fazer cumprir a lei tornam-se alvo de acusações graves documentadas, a resposta não pode ser a corporativismo, a criação de barreiras processuais ou a tentativa de proteger “a patota”. A lei vale para todos, sem dois pesos e duas medidas. Como bem apontado no manifesto, a superação desta crise no Supremo Tribunal Federal exigirá reformas estruturais urgentes para assegurar a imparcialidade dos julgamentos, fortalecer a colegialidade, prevenir conflitos de interesse e ampliar o controle social. O Brasil não pode tolerar o uso do poder para autopromoção ou proteção de interesses particulares.
Redaçao plenarioemfoco / com informações da Agencia Brasil > foto: Alejandro Zambrana/STF
