
O Palácio do Planalto espreita o horizonte, recalibrando a mira após o revés histórico no Senado. De olho no alvo, o governo agora matuta o próximo passo para preencher a lacuna deixada por Barroso. O taco está sendo afiado: o objetivo é apagar a mancha da derrota de Jorge Messias e fortalecer a ofensiva para matricular um novo aliado na Corte.
Apesar da rejeição de Messias em Plenário — um fenômeno que não ocorria desde o governo de Floriano Peixoto, em 1894 —, o presidente Lula mantém sua prerrogativa constitucional intacta. Sem prazos fatais ou vedações ao reenvio de nomes, o Planalto joga com o tempo, podendo agir antes ou depois das eleições de outubro. O desafio, contudo, é político: converter os 34 votos obtidos nos 41 necessários para garantir que o “notório saber jurídico” do próximo indicado não esbarre novamente no muro de resistência do Legislativo.
Redacao Plenarioemfoco / Agencia Senado > foto Leonardo Sá
