
O roteiro parecia desenhado para uma estreia tranquila de Portugal na Copa do Mundo, mas a República Democrática do Congo (RDC) tinha outros planos. Em partida realizada nesta quarta-feira (17), em Houston, os “Leopardos” arrancaram um empate por 1 a 1 com os lusitanos. O resultado foi celebrado como uma verdadeira vitória pelos congoleses, que balançaram as redes pela primeira vez na história dos Mundiais.
Com o tropeço, a seleção portuguesa liga o sinal de alerta e foca no Uzbequistão, adversário da próxima terça-feira (23), novamente em Houston. No mesmo dia, a embalada RD Congo viaja até Guadalajara, no México, para medir forças com a Colômbia.
Início fulminante e o balde de água fria
A partida começou elétrica. Aproveitando-se de uma desorganização defensiva do adversário, Portugal precisou de apenas seis minutos para abrir o placar. Pedro Neto cruzou com precisão e o jovem meio-campista João Neves, do Paris Saint-Germain, testou para as redes. Surpreendente para quem tem apenas 1,74m de altura.
Após o gol, a equipe europeia dominou a posse de bola, mas pecou pela falta de agressividade. Completamente isolado e sob forte marcação, o astro Cristiano Ronaldo pouco tocou na bola.
Confortável no jogo, Portugal reduziu o ritmo e pagou caro pela soberba. A reação dos Leopardos veio nos minutos finais da primeira etapa:
- Aos 43 minutos: Moutoussamy bateu prensado e a bola saiu em escanteio, assustando o goleiro Diogo Costa.
- Aos 45 minutos: Castigo máximo. Arthur Masuaku acertou um cruzamento milimétrico para Yoane Wissa, que apareceu livre de marcação para cabecear firme e cravar o gol histórico da RDC.
Ferrolho congolês e CR7 apagado
No segundo tempo, Portugal tentou retomar as rédeas do confronto. João Cancelo chegou a balançar as redes, mas o grito de gol foi sufocado pela arbitragem, que assinalou impedimento na jogada.
A tônica da etapa final foi a forte imposição física da RD Congo. O clima esquentou aos 22 minutos, com um princípio de confusão entre os jogadores após falta a favor dos portugueses. Pouco depois, Cristiano Ronaldo teve suas duas únicas chances claras: primeiro recebeu de Francisco Conceição e bateu mal; logo em seguida, após bela triangulação com Bruno Fernandes e Conceição, o camisa 7 parou novamente na defesa.
Chance de ouro: A RDC quase virou o placar aos 31 minutos. Em contra-ataque rápido pela esquerda, o atacante Cédric Bakambu — conhecido por celebrar seus gols alertando o mundo sobre a crise humanitária em seu país — recebeu livre na área, mas pegou muito embaixo da bola, isolando por cima do travessão.
Nos minutos finais, a pressão lusitana aumentou com as investidas de Francisco Conceição, mas a muralha congolesa, empurrada pelos gritos da torcida no Texas, segurou as pontas e garantiu o 1 a 1 histórico.
Redação Plenarioemfoco / com informações de Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil > imagem gerada por IA
