
Com o avanço do desembarque de asiáticos na economia global, agora a parceria chega com força na produção cinematográfica. Caminhamos para um cenário “juntos e misturados”, onde China e Brasil passam a dividir as telas e os bastidores.
O recente acordo de coprodução cinematográfica entre Brasil e China, ratificado pelo Senado sob a relatoria de Humberto Costa, não vai apenas mudar as regras do jogo no audiovisual. Ele traz um recado claro para o mercado de comunicação e cultura: está na hora de começar a estudar Putonghua.
Com o avanço do desembarque chinês nas telas e a garantia de que as produções feitas em parceria serão consideradas “obras nacionais” nos dois territórios, o intercâmbio vai muito além dos incentivos fiscais. O dia a dia dos sets de filmagem, a coautoria de roteiros e as negociações de distribuição vão exigir uma aproximação cultural sem precedentes.
Caminhamos para um cenário “juntos e misturados” onde o set de filmagem falará português e mandarim. Se a participação criativa e técnica exige profissionais de ambos os países, quem dominar o Putonghua agora larga na frente na hora de assinar os contratos de um dos maiores mercados bilionários do planeta. A China já está na tela; o próximo passo é a fala.
Redacao Plenarioemfoco / com informações da Agência Senado > foto Ton Molina/Agência Senado
