
Esbanjador, gastador e compulsivamente consumista. Se as contas públicas do Brasil tivessem um rosto, ele se pareceria muito com o Taz-Mania: um rastro de comportamento caótico, girando sem parar e devorando tudo o que encontra pela frente.
Segundo levantamento da plataforma Gasto Brasil — desenvolvida pela CACB e ACSP —, a soma das despesas do governo federal, estados, Distrito Federal e municípios atingiu a assustadora marca de R$ 3,2 trilhões do início do ano até o último dia 27. É como se a máquina pública engolisse R$ 178,92 por segundo, sem dar sinais de saciedade.
Deste montante, o governo federal lidera o frenesi financeiro com R$ 1,44 trilhão (46%), seguido por estados/DF (R$ 886,7 bilhões) e municípios (R$ 870,2 bilhões).
A consequência desse apetite descontrolado é clara: segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), o país caminha para o 13º ano consecutivo de déficit primário. Como alerta o diretor-executivo da IFI, Marcus Pestana, o Brasil sofre de uma “doença crônica” que mina sua saúde econômica, gerando uma dívida em bola de neve e minando a capacidade de investimento.
“Esta conta também não é nossa”, destaca Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB. “O governo está gastando mais do que arrecada, e o povo pede equilíbrio e corte de gastos já.”
Para tornar esses dados acessíveis e acender o alerta na sociedade, o painel Gasto Brasil — que integra dados do Tesouro Nacional sobre pessoal, previdência e investimentos — será lançado nacionalmente na Câmara dos Deputados em 11 de agosto, fruto de uma parceria da CACB com a CNA. Resta saber se a transparência será suficiente para impor limites ao apetite voraz dos cofres públicos.
Redaçao plenarioemfoco / com informaçoes da Reportagem: Álvaro Couto Brasil61 > imagem gerada por IA
