
A plataforma Alexandre de Gusmão atingiu o topo de produção no pré-sal: são 180 mil barris de petróleo por dia a 2.100 metros de profundidade no Campo de Mero. Uma vitória gigante da tecnologia e engenharia brasileira!
Mas a pergunta que não quer calar é: como o povo brasileiro realmente participa desses frutos?
Enquanto a Petrobras bate recordes de eficiência e extração, o debate sobre o destino dessa riqueza segue mais vivo do que nunca. Royalties, dividendos e impostos devem servir ao desenvolvimento do país, e não apenas aos números do mercado.
O retorno de grandes ativos como Mero para o país precisa ir além dos royalties para estados e municípios — que nem sempre se convertem em serviços públicos de excelência. É urgente debater soberania energética, investimentos em tecnologia interna e políticas que transformem recordes de barris em desenvolvimento social duradouro. O pré-sal é um feito técnico formidável, mas seu verdadeiro sucesso só será pleno quando o cidadão sentir seus efeitos no próprio bolso e no seu bem-estar.
Redaçao plenarioemfoco / Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil > foto Petrobras/ Divulgação
