
O dia seguinte à rejeição de Jorge Messias para o STF começou com um clima de divisão profunda nos corredores da Câmara dos Deputados. Pela primeira vez em mais de um século, o plenário da Casa Baixa ecoou uma decisão do Senado que altera drasticamente o tabuleiro político do governo Lula.
Enquanto a oposição, liderada por nomes como Cabo Gilberto Silva (PL-PB) e Sóstenes Cavalcante (RJ), celebra o resultado como uma “vitória do povo” e um freio ao que chamam de aparelhamento, a base governista tenta estancar a sangria. O discurso do líder do PT, Pedro Uczai (SC), foca na resiliência: a estratégia agora é transformar a derrota em combustível eleitoral, acusando o Senado de ignorar a soberania do voto popular.
Para a Oposição: A rejeição de Messias não foi apenas um voto; foi um troféu. Parlamentares de direita interpretam o placar de 42 a 34 como o fim de uma era de “passividade” do Congresso diante das escolhas do Planalto.
- Para o Governo: O tom é de lamento e contra-ataque retórico. Ao classificar a decisão como um ato “contra o povo”, deputados como Helder Salomão (PT-ES) buscam blindar a imagem de Messias e transferir o ônus do impasse para o Senado.
O fato é que o governo Lula III enfrenta agora um desafio inédito: encontrar um perfil que atenda aos critérios técnicos, mas que, acima de tudo, possua a “blindagem política” necessária para não repetir o fiasco de 1894.
Redacao Plenarioemfoco / com informações Agencia Camara > foto Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
