
O texto do senador Alessandro Vieira não poupava ninguém: pedia o indiciamento de 3 ministros do STF (Moraes, Gilmar e Toffoli) e do PGR Paulo Gonet por crimes de responsabilidade e prevaricação no caso do Banco Master. A base do governo e a presidência da comissão travaram o texto, alegando falta de provas de “dolo” e manobra política.
Resultado? 18 reuniões, 314 requerimentos e… nada. O relatório foi pro lixo, e a comissão encerra sem um culpado oficial. O sistema se protege ou faltou consistência?
O que aconteceu:
- O Relatório: Alessandro Vieira (MDB) pedia o indiciamento de ministros do STF por não se declararem suspeitos em casos envolvendo o Banco Master.
- A Rejeição: Por 6 a 4, os senadores derrubaram o texto. O governo alegou que o foco deveria ser o PCC e o Comando Vermelho, não o Supremo.
- Polêmica: Senadores da oposição denunciaram “manobras nefastas” e trocas de membros de última hora (como a saída de Sergio Moro) para garantir a derrota do relatório.
Sem consenso e com o pedido de votação em separado negado por Fabiano Contarato (PT), a CPI termina com um balanço de 178 requerimentos aprovados, mas zero indiciados.
Redação Plenarioemfoco / com informações da Agência Senado > foto Carlos Moura
