Na Rainha da Borborema, a merenda escolar vai além do prato: é investimento na saúde, no desenvolvimento e na aprendizagem de milhares de estudantes da rede municipal.

Em Campina Grande, a alimentação escolar é tratada como parte essencial da educação pública. Mais do que matar a fome, oferecer refeições nutritivas e de qualidade significa contribuir diretamente para o desenvolvimento físico, a concentração, a memória e o rendimento escolar das crianças e dos adolescentes.
Neste 21 de outubro, Dia da Alimentação na Escola, os números da Rede Municipal de Ensino mostram a dimensão desse compromisso: são mais de 36 mil estudantes atendidos e aproximadamente 1 milhão e 320 mil refeições servidas por mês.
Na educação integral, cerca de 3 mil estudantes recebem lanche da manhã, almoço e lanche reforçado ou jantar, totalizando aproximadamente 180 mil refeições mensais. Nas creches municipais, a alimentação é ainda mais abrangente: são quatro refeições por dia — café da manhã, almoço, lanche e jantar — destinadas a uma média de 7.500 crianças, somando 600 mil refeições por mês.
Já os estudantes das turmas parciais, nos turnos da manhã e da tarde, e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem uma refeição diária. Juntas, essas modalidades representam cerca de 540 mil refeições mensais para aproximadamente 27 mil alunos.
Qualidade que chega à mesa
Carne, frango, feijão, legumes, frutas e verduras fazem parte dos cardápios oferecidos aos estudantes. Uma parcela significativa dos alimentos é adquirida da agricultura familiar, fortalecendo a produção local e contribuindo para a geração de renda das famílias do próprio município.
O planejamento alimentar conta com o acompanhamento de nutricionistas, responsáveis pela elaboração dos cardápios, pela orientação das cozinheiras escolares e pelo monitoramento dos estoques e dos pedidos de insumos. A proposta é assegurar refeições equilibradas, com proteínas, carboidratos, legumes e verduras, respeitando as necessidades nutricionais de cada faixa etária.
De acordo com Ayanne Medeiros, nutricionista e coordenadora de creches, os cardápios seguem as normas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), priorizando alimentos in natura ou minimamente processados e evitando produtos ultraprocessados, conforme as diretrizes aplicáveis.
A profissional também destaca que os estudantes passam por avaliações nutricionais, permitindo identificar suas condições e necessidades alimentares. Arroz, feijão, carnes, frutas, legumes e tubérculos, como inhame, batata-doce, cará e macaxeira, compõem refeições planejadas para contribuir com o crescimento saudável e o aprendizado.
O cuidado também contempla crianças com intolerâncias e restrições alimentares, que recebem atenção específica, incluindo alternativas como leite sem lactose e macarrão sem glúten, de acordo com suas necessidades.
Educação também se faz à mesa
Os números revelam uma estrutura de atendimento que exige planejamento, responsabilidade e acompanhamento permanente. Afinal, uma criança bem alimentada tem melhores condições de participar das atividades escolares, aprender e desenvolver suas capacidades.
Na Rainha da Borborema, a alimentação escolar representa, portanto, uma importante frente de cuidado com a infância e de apoio às famílias. Garantir refeições de qualidade dentro das escolas é investir não apenas no presente dos estudantes, mas também no futuro de Campina Grande.
Porque educação de qualidade também começa à mesa: com alimento saudável, cuidado e oportunidades para todos.
Redaçao plenarioemfoco / Codecom
