
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou forte preocupação com a condução da proposta que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 durante o calendário eleitoral. O posicionamento ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciar o encaminhamento da PEC 221/2019 e de outras matérias prioritárias para análise das comissões da Casa.
Segundo a entidade, o momento atual exige cautela, moderação e análises técnicas aprofundadas. Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o ambiente político de ano eleitoral pode induzir a decisões pautadas pela emoção e por conveniências do momento, em vez de avaliar os reais impactos econômicos e sociais de uma mudança estrutural nas relações de trabalho.
Estudos da CNI indicam que a transição de 44 para 40 horas semanais pode acarretar um aumento de até R$ 267,2 bilhões por ano nos custos das empresas e gerar um impacto negativo de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB). A entidade reforça que a negociação coletiva deve continuar sendo o principal instrumento para ajustar jornadas e escalas às realidades de cada setor.
Redaçao do plenarioemfoco / com informaçoes de Paloma Custódio/Brasil61 > Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
