
A busca pela moralização da comunicação e pelo resgate do Código de Ética ganha um novo capítulo no país. Ao refletirem sobre o impacto da escrita e da informação na sociedade contemporânea, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Flávio Dino e Alexandre de Moraes, defendem a reapreciação da decisão que dispensou a exigência do diploma para o exercício do jornalismo.
Dino pontuou que a concessão automática das garantias da liberdade de imprensa a qualquer produtor de conteúdo digital fragiliza o próprio sistema de justiça e abre brechas para o crime organizado. No mesmo tom, Moraes alertou para o uso indiscriminado das redes sociais, onde ofensas à honra e desinformação frequentemente tentam se escudar sob a bandeira do direito de informar.
Diante do debate sobre o direito de resposta, da garantia do sigilo da fonte e dos limites da atuação profissional, resta a certeza de que a informação de qualidade exige responsabilidade técnica e ética. Valorizar a formação acadêmica do jornalista não é restringir a liberdade de expressão, mas garantir que o fato seja apurado com rigor, trazendo de volta o respeito devido àqueles que dedicam sua vida ao compromisso com a verdade.
Redaçao plenarioemfoco / com informaçoes de André Richter – Repórter da Agência Brasil > foto: Victor Piemonte/STF
