
Na “Corrida Maluca” pelo Senado em Campina Grande, a tentativa de comprar a máquina eleitoral e encher sacos de votos com lideranças tradicionais resultou em um verdadeiro fiasco. Foi como colocar um carro caro na pista, com direito a pit stop sofisticado, mas que simplesmente não rendeu. O autódromo parecia não pertencer aos donos do poder: o povo de Campina não é bobo, e é por isso que a cidade é diferente.
O investimento foi alto, mas sem retorno e sem sabor para quem desembolsou. Enquanto o “Cabiludo” subia e descia as ladeiras a pé ou em veiculo de menor porte, conversando com o povo, os “fornecedores” degustavam dividendos e números que nunca se transformaram em votos reais. O resultado foi o desastre previsível do forasteiro, amargando uma quinta posição na soma dos votos para o Senado.
Fica o recado: respeitem Campina Grande; ela é grande e não se vende fácil.
A principal lição que fica — que parece saída diretamente de um episódio do Dick Vigarista — é que a obsessão por atalhos e a desonestidade acabam levando ao fracasso. O foco excessivo em estratégias de gabinete faz o candidato perder de vista o próprio objetivo. Tomara que esta lição não tenha endereço político certo e que este comparativo não passe de uma simples ilusão provocada pelo ronco dos motores e pela poeira da pista.
Redaçao plenarioemfoco / imagem criada por IA
