
Com o belo argumento do “brilho das meninas” do futebol e o necessário incentivo ao esporte, o governo federal prepara-se para sancionar a isenção de ISS para as empresas envolvidas na Copa do Mundo Feminina de 2027. O projeto (PLP 55/2026), aprovado em regime de urgência pelo Senado, repassa a conta da hospitalidade internacional para quem está na ponta.
Sob o pretexto de “respeitar a autonomia”, a União cria a base legal e joga a pressão política de abrir mão de receitas sobre os ombros de prefeitos e governadores. Embora o relator, senador Romário, defenda que a medida não impõe nada e promete um retorno econômico futuro através do turismo, a realidade é que o governo federal cumpre suas promessas com a Fifa usando a receita dos municípios. É a velha política de fazer cortesia com o chapéu alheio para garantir aplausos da comunidade internacional.
Redação Plenarioemfoco / Fonte: Agência Senado / foto Carlos Moura
