
A corrida eleitoral de 2026 já começou nos bastidores. O cenário é o de sempre: uma verdadeira maratona por acordos, junções partidárias e a garantia de nomes na disputa. Como já era de se esperar, as movimentações estaduais apenas refletem as articulações feitas no bloco de Brasília — fruto de conveniências, vantagens e pesquisas eleitorais.
Enquanto as alianças são costuradas, o debate real sobre projetos e ações concretas fica em segundo plano. O discurso oficial se apega ao velho e batido refrão de sempre: “mais saúde, melhorar a educação, investir em infraestrutura”. Mas projeto de verdade? Quase nenhum. Tudo depende de acomodações políticas. Quem já conhece o sistema sabe como funciona; quem não conhece tenta se vender como “independente”, mas a realidade logo se impõe.
Para mudar isso, o caminho não é apenas trocar os nomes na cadeira. Precisamos combater o continuismo de forma inteligente. Isso significa cobrar quem prometeu e não cumpriu, entender o porquê da falha e expor os pré-candidatos que vendem propostas claramente inexequíveis.
A política brasileira está longe de ser moralizada ou levada a sério. Enquanto os Poderes jogam entre si, a melhor estratégia para o eleitor é simples: ouvir menos o que os candidatos dizem em campanha e analisar mais o currículo de cada um.
O grande nó da nossa política é a ausência de critérios mínimos para a gestão pública. Entrega-se a administração de orçamentos bilionários a pessoas sem qualquer conhecimento em políticas públicas, economia ou administração — gente que nunca geriu nada ou que entra na vida pública apenas em busca de vantagens. O resultado nós já conhecemos: pagamos imposto alto para receber serviços precários e ainda sustentamos a conta da corrupção, que avança de forma descarada e impune.
Vem aí mais uma eleição majoritária. Não fique de fora. Participe, busque informações reais e vote com consciência, e não pelo “oba-oba” da propaganda.
Que Deus ilumine o povo brasileiro na hora de votar, para que a festa de um dia não se transforme no aperreio de quatro — ou até oito — anos para a frente.
Redaçao plenarioemfoco / imagem gerada por IA
