
Faltando praticamente cinco meses para as eleições no Brasil, o espetáculo da cortesia pública entra em cartaz. Os detentores do poder, em uma manobra ensaiada para garantir a permanência nos cargos, correm para redesenhar a realidade. O que deixaram de fazer pela população, os erros acumulados e os escândalos de desvios nos cofres públicos parecem magicamente esquecidos sob o tapete da propaganda oficial.
De repente, surgem programas como o Desenrola Brasil, oferecendo quase um perdão de dívidas, enquanto a inflação e a alta dos preços são convenientemente terceirizadas para as guerras e fatores externos. Até mesmo o “brinquedo” de consumo da classe de menor renda — a pesada taxação sobre as importações das plataformas asiáticas, popularmente conhecidas como as “blusinhas dos ching-ling” — entra no radar de suspensões temporárias para acalmar os ânimos do eleitorado.
Enquanto isso, a infraestrutura do país segue estagnada. O que vemos são programas governamentais puramente “pilotos”, onde o custo do marketing e da divulgação muitas vezes supera o valor real investido no projeto. Em meio a crises, a classe política defende a própria manutenção no poder em nome da exploração contínua. Vivenciamos o efeito de uma bola de neve: líderes e administradores gananciosos, focados na acumulação de fortuna e festas, prontos para transferir seus patrimônios para os paraísos do mundo globalizado.
Se não mudarmos urgentemente a nossa mentalidade de sermos meros “fiéis depositários” de maus gestores, continuaremos condenados à dura realidade de ter que vender o almoço para comprar o jantar.
Redação Plenarioemfoco > imagem gerada por IA
