
Parece uma ironia cruel: por movimentarem valores menores individualmente, as pequenas indústrias parecem não atrair o “olhar atento” das políticas públicas. No entanto, o resultado desse descaso é alarmante. Segundo o mais recente Panorama da Pequena Indústria da CNI, o setor atingiu em 2026 seu pior desempenho desde o auge da pandemia em 2020.
Com um índice de apenas 43,7 pontos, a pequena indústria brasileira respira por aparelhos. O cenário é uma “tempestade perfeita”:
- Juros nas alturas: Que dificultam o crédito para quem já é visto como “alto risco”.
- Insumos caros: O conflito no Oriente Médio disparou o preço do petróleo e matérias-primas.
- Carga tributária: O eterno vilão que lidera a lista de problemas tanto na transformação quanto na construção.
Enquanto Brasília foca nos grandes números, o empresário que sustenta o emprego local vê sua confiança cair pelo 17º mês consecutivo. Se a base da pirâmide industrial continuar sendo tratada como irrelevante, o tombo da economia será sentido por todos.
Redação Plenarioemfoco / Brasil 61 Reportagem: Paloma Custódio > Foto: Gabriel Pinheiro/CNI
