
Em audiência recente na Câmara dos Deputados, o cenário foi de manual: Petrobras e donos de postos (Fecombustíveis) lavaram as mãos sobre a escalada de preços. Enquanto a Petrobras afirma que sua fatia na gasolina é de apenas R$ 1,80 em um total de quase R$ 7,00, os revendedores se dizem o “elo mais frágil”, apenas repassando o que vem de cima.
No meio desse tiroteio de justificativas, os vilões eleitos foram os de sempre: a pesada carga tributária e a instabilidade internacional — o eterno conflito entre o “eixo Trump” e o Oriente Médio do Aiatolá. Para os representantes do setor, a culpa é da guerra ou do imposto; para o governo, a solução passa por fortalecer a estatal.
Enquanto Brasília joga esse pingue-pongue de responsabilidades, o motorista assiste ao diesel saltar de R$ 6,09 para R$ 7,58. No fim das contas, não importa quem apóia qual lado político: o único fato indiscutível é que a conta, sem desconto e sem desculpas, estaciona sempre no bolso do consumidor.
Redação Plenarioemfoco / com informações da Agencia Câmara > imagem gerada por IA
