
E hoje acontece o último debate, em canal aberto, entre os candidatos à Presidência da República. Mas, afinal, a quem realmente interessa esse debate?
Analisando friamente, poderia ser uma grande oportunidade para apresentar ideias, assumir compromissos públicos, discutir ações futuras e, principalmente, estabelecer responsabilidades diante da população. Por que não transformar as promessas em compromissos formais, com mecanismos de acompanhamento e cobrança? Afinal, se um candidato promete e não cumpre, quem responde por isso? Poderia até existir um instrumento público de responsabilização, com propostas concretas e procedimentos legais para cobrar os compromissos assumidos.
Mas a realidade parece caminhar por outra direção. Um debate dessa dimensão movimenta muito mais do que ideias e propostas. Existem bastidores, interesses particulares, acordos e compromissos que nem sempre representam aquilo que o eleitor espera. Entre a organização do evento, as estratégias de campanha e as negociações feitas a portas fechadas, o interesse público corre o risco de ficar em segundo plano.
E ao povo, o grande espectador desse espetáculo, muitas vezes sobra uma mistura de verdades, versões, provocações e fake news. Em poucos minutos, o eleitor, especialmente aquele que ainda está indeciso, precisa separar o que é compromisso verdadeiro daquilo que é apenas discurso eleitoral.
Nesse picadeiro político, enquanto alguns disputam os holofotes, o povo sai da condição de protagonista e acaba ocupando a plateia, muitas vezes com o nariz vermelho de quem assiste a um espetáculo do qual não deveria ser apenas espectador.
Mas fica o alerta: domingo, dia 25, acaba a farra eleitoral. Terminam as campanhas, os discursos, as promessas e a movimentação milionária em torno da disputa. O Brasil volta a encarar sua realidade econômica e social, seus desafios e as dificuldades da vida cotidiana.
Um novo presidente será escolhido, seja da situação ou da oposição. E, a partir daí, começa o caminho de 2027, com seus desafios, expectativas e consequências na vida de cada brasileiro. O que virá pela frente? Só Deus sabe.
Por isso, peça a Ele sabedoria, proteção e iluminação na hora de decidir. No domingo, diante da urna, será você e sua consciência. Não permita que a emoção, a pressão, as mentiras ou os interesses de terceiros decidam por você.
Vote consciente. E lembre-se: o voto é seu, a decisão é sua e o segredo do voto deve ser preservado.
Que Deus salve o Brasil e seus habitantes!
Redaçao plenarioemfoco / imagem gerada por IA
