
Caminhamos a passos largos para um severo arrocho público em 2027. Diante do cenário atual, não adianta nenhum político prometer milagres, felicidade ou continuidade de melhoras: o buraco fiscal é profundo e ninguém sabe onde termina. O que vemos hoje é o “poder sem poder”, onde maus gestores não poupam o dinheiro público para alimentar interesses pessoais e de aliados.
Os números não mentem. Dados da plataforma Gasto Brasil (da CACB/ACSP) mostram que as despesas públicas no país já ultrapassaram a marca astronômica de R$ 3 trilhões em 2026. A conta simplesmente não fecha: gastou-se R$ 831 bilhões a mais do que a arrecadação do Impostômetro (R$ 2,2 trilhões). Em pleno ano eleitoral, o populismo fiscal injeta dinheiro que não temos, deixando um incêndio fiscal para quem assumir o próximo mandato. Para piorar, só a Previdência consumiu R$ 858 bilhões — gastos que não geram retorno direto em infraestrutura ou produtividade.
Enquanto o Estado gasta mal e sufoca a economia, o cidadão busca sobrevivência no digital. Nas redes sociais, a realidade é o avanço esmagador do e-commerce chinês e asiático. Ele está em todas as áreas, com sotaque brasileiro e apelo popular: é o “alô bebê”, o “galela”, o Busca Busca, Luck China, e a gigante automotiva BYD. Uma verdadeira invasão.
O diagnóstico é claro: o comércio asiático ocupa o espaço de um mercado interno estrangulado por impostos, enquanto o governo gasta o que não tem. Quem vai pagar a conta desse incêndio em 2027?
Redacao Plenarioemfoco / com informações de Álvaro Couto Brasil61 > imagem gerada por IA
