
Ainda se investe muito em obras de visibilidade e se esquece o que realmente garante qualidade de vida: esgotamento sanitário e tratamento de esgoto.
Um estudo recente do Instituto Trata Brasil avaliou os planos de governo dos principais candidatos aos governos estaduais e revelou dados preocupantes:
- Falta de profundidade: Embora 87% dos planos citem o saneamento, apenas 21% (13 de 62) trazem propostas abrangentes que tocam em todos os eixos necessários (planejamento, investimentos, regulação e metas).
- Metas ausentes: Apenas 26% dos documentos apresentam metas tangíveis com prazos e indicadores. Falar em “universalização” sem compromisso com dados torna a promessa vaga.
- O retrato do país: O Brasil ainda tem 33 milhões de pessoas sem água e quase 90 milhões sem coleta de esgoto.
- O peso da omissão: A falta de saneamento gerou 344 mil internações e quase 5 mil óbitos por doenças associadas em 2024, além de prejudicar a educação e a renda.
- O prazo limite: O marco legal estabelece 2033 para a universalização. O período entre 2027 e 2030 será a última chance para tirar o atraso por meio de investimentos, regionalização e rigor na regulação.
Qual é a posição do candidato da sua região sobre o esgoto a céu aberto e o tratamento de água? É hora de cobrar propostas reais!
Redaçao plenarioemfoco / com informações de Bianca Mingote/Brasil61 > foto Tânia Rego/Agencia Brasil
