
Com uma pauta pesada que atinge diretamente o bolso de quem dirige e, em muitos casos, parece tirar do Estado a responsabilidade real de fiscalizar, educar e orientar no trânsito, a Câmara dos Deputados trabalha em cima de nada menos que 270 propostas de mudança no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A sensação de quem está no volante todos os dias é nítida: limites de velocidade tão absurdamente baixos em certos locais que quase vale mais a pena descer e empurrar o carro em ponto morto. Sob o pretexto da “segurança”, a vergonhosa indústria das multas ganha força, transformando o trânsito em uma fábrica de arrecadação. O exagero pesa nas contas do contribuinte, que já se desdobra para pagar impostos abusivos e, muitas vezes, precisa recorrer a empréstimos bancários só para conseguir manter seu veículo e continuar trabalhando. Um país que não demonstra compaixão com o seu próprio cidadão.
O debate ganha um capítulo decisivo nesta semana. A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que estuda as alterações no CTB se reúne na quarta-feira (12), às 14h, para apresentar, discutir e votar o parecer do relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ).
O que está na mesa de votação? O colegiado analisa o PL 8085/14 e seus 269 projetos apensados, cobrindo pontos críticos como:
- Formação de motoristas;
- Segurança viária e regras para exames médicos, psicológicos e toxicológicos;
- Limites de velocidade e fiscalização por radares móveis;
- Sistema de cobrança de pedágio livre (free flow);
- Regras para mobilidade elétrica leve (bicicletas elétricas e patinetes).
Chegou a hora de cobrar que as mudanças venham para proteger o cidadão e organizar a mobilidade, e não para sufocar ainda mais quem depende do carro para viver.
Redação plenarioemfoco / com informações Agência Câmara de Notícias > fotoDepositphotos
