
A reta final das eleições brasileiras sempre traz consigo o cheiro do desespero. É o momento em que a criatividade das campanhas atinge o limite: surgem os “fatos novos”, as narrativas de última hora construídas sob medida e a busca desenfreada por atenção. Tudo isso em um clima cada vez mais quente, saliente e, infelizmente, violento.
Nos bastidores, o cenário é traiçoeiro e conhecido: a “turma da mala”, o troca-troca opressivo de lados e os acordos de última hora. O circo é montado para impressionar, mas o eleitor não é o convidado de honra — é apenas um espectador passivo ou, pior, a isca. Entram em cena os distribuidores, as entregas silenciosas que pedem licença para entrar nas comunidades e a utilização de “mulas” para fazer o trabalho sujo.
É a política mostrando a sua pior face: a de um setor onde estar no poder se tornou o melhor emprego do país. A arrecadação astronômica de impostos, paga com o suor de quem trabalha duro, é dividida em uma conta que nunca fecha em benefício do povo.
Já que não podemos zerar de imediato a falta de compromisso de quem promete e não cumpre, nosso dever é diminuir esse prejuízo ficando atentos. O dia 4 de outubro se aproxima, e no momento em que você estiver diante da urna, o silêncio será seu cúmplice. Certo ou errado, o resultado impactará a vida de todos nós.
Por isso, cuide bem da sua decisão: o seu voto vale muito mais do que uma narrativa de última hora, uma mentira contada com convicção ou uma nota de lobo-guará.
Redaçao plenarioemfoco / imagem gerada por IA
